SEMANA FARROUPILHA

 

A semana Farroupilha é um período em que os gaúchos cultuam suas tradições e costumes. Nesse período os surfistas gaúchos cultuam suas tradições pegando muita onda em Santa Catarina.A região de Garopaba e Imbituba foi invadida pelos gaúchos, pois só para estes era feriado.  Estive na área do dia 18/09 a 25/09 para esta matéria. Nesses feriados gosto de chegar antes e sair depois para evitar transtornos de engarrafamentos e paradas desnecessárias. Como todos já sabem na Guerra dos Farrapos onde os gaúchos conseguiram por dez anos serem independentes do Brasil , Santa Catarina fazia parte do território , que teve início com a epopéia da tomada de Laguna por terra e mar. Estas palavras se fazem necessárias para dizer que  estava dentro do teatro de operações farroupilhas .

 

 

Os gaúchos eram maioria nos picos de surf, sendo rivalizados apenas no fim de semana.Chamou a atenção o números de público feminino tanto dentro como fora do mar que honraram as tradições gaudérias. Rosa Norte foi destaque nos dois primeiros dias, quebrando bem em frente ao estacionamento com séries bem definidas de três a quatro ondas, com bom tamanho e próximos da praia.No terceiro dia vira o vento para sul e começa a quebra no meio da praia e depois em frente as pedras.Depois de quatro  dias de Rosa Sul o mar fica flat, mais dois de espera e dia do retorno.Outro fator que chamou  atenção foi o grande número de baleias sendo avistada bem próximas da praia.

Trip de sonho de qualquer surfista.

 

O lounge do Paipo Brasil funcionou direto.A churrasqueira não se apagava. Muito carne gaúcha e camarão catarinense foi consumido. Muitos amigos presentes, muitas lembranças e  bons momentos vividos. Cada gaúcho cultua suas tradições de sua forma, particularmente faço minha parte sempre com muito surf.Agradeço a todos amigos e amigos de estiveram presentes e abrilhantaram as festividades.

Até a próxima ,Mauro.

 

 

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AGOSTO 2012 – SURF

 

 

 

 

O mês de agosto normalmente é uma época de muito frio no sul do Brasil , dando os últimos  espasmos do inverno.Neste ano foi ao contrário, foi muito quente para época, teve predominância de vento nordeste e ondas irregulares., no entanto,  na última semana o tempo fechou, o frio apareceu, o vento sul veio forte. Essa matéria faz a cobertura da última semana de agosto. Boas ondas rolaram .Os picos de sul quebraram. Rosa Sul quebrou tanto na frente das pedras quanto a esquerda do canal. O Portinho que tem seus dias contados em função da ampliação do Porto , quebrou próximo do navio. O sol apareceu pouco, mas nesses raros momentos  muitas “surfistas” apareceram. Foram dias com chuva, barro, frio e muitas ondas. Amigos charruas foram vistos na área. Nos dias mais frios usei long 3:2. Foi uma semana de muita onda, tendo o “crowd” se resumindo ao final de semana.Surf de uma semana que rolou como fosse um mês.Até a próxima,Mauro.

 

 

 

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SURF – SKATE – PERU 2012 – UpOnBOARD

Esta matéria foi realizado pelo amigo Tiago Cardoso, que aborda o surf e skate em solo peruano.Em fevereiro deste ano estive no Peru, o Tiago chegou alguns dias depois de minha partida.Agora no mês de setembro ele volta ao Peru para outro compromisso.Segue a matéria :

Na última semana, do dia 01/09 ao dia 06/09 estive em Lima, no Perú. Viagem essa que teve como principal objetivo o contato com alguns fornecedores e parceiros para a UPONBOARDstore. Mas como não podia deixar de ser, teve surf de qualidade em La Herradura, Él Huayco e Punta Roquitas além de muito skateboarding com a galera local, que me recebeu extremamente bem, tudo isso nas redondezas de Miraflores, que fica a 25min do Aeroporto Internacional de Lima.

Fiquei hospedado no Hostel, Inkawasi (que significa casa de Inka), onde fui muito bem recebido por Fabio Ferrigno, surfista local da região de Lima. Chegando ali, a primeira coisa que fiz foi pedir emprestado um sk8 que estava dando bobeira, pra ir dar um passeio naquele asfalto e calçadinhas perfeitas, além do ótimo calçadão (Malecón) que se estende por toda a orla de Miraflores. Logo chegando a galerinha mirim local já veio rodeando, querendo conversar sobre skate, peças, manobras, fotos e me convidando para um passeio de reconhecimento.


Durante esse rolê, encontrei mais alguns skatistas da região, que estavam por ali apreciando um domingão de sol e dando umas embaladas. Mesmo com o meu espanhol muito falho, foi possível trocar umas ideias e dar algumas risadas com os peruanos. Decidimos então, ir conhecer o skatepark de Miraflores, e no meio do caminho, para a felicidade de todos, encontramos uma escadaria bem divertida e com visual requintado instigar a galera a mandar uns tricks, e me responsabilizar de fazer os registros. Lá na escalera – escadaria em espanhol – e também no skatepark, os destaques foram Abraham Cruzado PicoLuis Jose Arbulu AguilarLuis A. Valverde Insua que deram o máximo para render nas fotos.

Meu primeiro surf, nesta minha 3ª ida à terra do Ceviche, foi em La Herradura, Peguei o finalzinho de um bom swell, mas mesmo assim conseguimos surfar ótimas esquerdas com até 5 pés de altura, e ótima formação. Pra mim realmente foi uma honra surfar ao lado de um peruano, muito respeitado, num pico que é bem conhecido pelo forte localismo e excelentes ondas a poucos minutos da região central de Lima.

E ao lado de outro amigo Peruano, o Enrique – que é excelente bodyboarder, e atualmente representa a Toys Bodyboards (da Austrália) aqui na América do Sul – tive oportunidade de surfar em outro pico que ainda não conhecia, El Huayco, que é uma esquerda que fica ao lado da direita pesada de Peñascal. Essa “ola” rola em cima de uma bancada de pedras que ao final da onda essas pedras vão aparecendo aos poucos, proporcionando bons tubos com a maré certa. Outra particularidade do surf nesse dia foi a incrível transparência da água. No momento do drop, quando a onda seca um pouco,  era possível enxergar todas pedras e suas cracas de maneira clara. Esse foi mais um surf alucinante, e com poucas pessoas na água, durante alguns momentos somente nós.

Outro lugar que também vale o surf em território Peruano é Punta Roquitas (ou Waikiki, Pampilla), praias que ficam localizadas no município de Miraflores – bem em frente àquele barranco florido e verde desse município. Essa onda é fácil e possibilita diversão para pessoas com qualquer nível de surf e idade, a onda é geralmente pequena e funciona bem em diversas condições de swell. Um longboard ou um SUP são muito bem vindos nesses picos. Quando surfei ali havia mais ou menos umas 6 pessoas no pico, mas com onda para todo mundo.

Se você leu esse relato até o fim, provavelmente tenhas interesse em conhecer o Peru, então gostaria de
dizer-lhe: Vá e seja feliz.
Além dessa parte esportiva – surf muito constante e de qualidade – a cultura, culinária e história do paísagregados a baixos preços de passagem e hospedagem, são pontos que atraem MUITAS pessoas a viajarem para a terra dos Inkas. É possível encontrar passagens aéreas Brasil-Peru, por U$240,00 e hospedagens a partir de U$ 25,00 com 3 refeições. Não ligue para o que as pessoas falam sobre, condições precárias de esgoto e água isso tem no Perú, na Bolívia, Colômbia, Equador… e principalmente no Brasil.
Caso você queira perguntar algo sobre essa trip, ou tirar alguma dúvida pessoal (ao meu alcance) me mande um email para tiago@uponboard.com ou então comente esse post.
Abraço e boas viagens.
Por favor, mantenha os créditos nas fotos: Tiago Cardoso | UPONBOARD

 

Até a próxima,Mauro.

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PRAIA DA VILA – URGENTE

O inverno na costa sul do Brasil sempre foi  período de entrada de grandes ondas. Nessa época sempre tive o hábito de encomendar pranchas maiores para enfrentar os desafios.

 

Na última semana de julho havia previsões de vento sul e entrada de boa ondulação. Os ventos foram muitos fortes e entraram por fora da região de Garopaba/Imbituba. Mar quase flat por vários dias, para poder surfar se buscava picos alternativos só para matar a “fissura”.

 

No entanto ,depois de dois dias de vento sul virava para nordeste , nessa virada todo swell “retornava”, foi assim o final de tarde da terça feira dia 24-07, quebrava no costão do Rosa Norte, canal que as vezes fechava , um mar grande mas longe das melhores condições. A galera local só tinha um pensamento, acordar cedo e pegar o mar em boas condições na próxima manha. A expectativa era de que se acomodassem as condições e   rolasse ondas clássicas , o vento no final da tarde já estava em um nordeste fraco.

 

Para decepção geral, amanheceu com virada de vento, o sul batia de novo , achatando as ondas novamente.Decepção geral. As ondas tinham sumido. Nesse final de tarde alguns amigos haviam ido a Vila e tinham pego ondas em condições melhores que o Rosa. Ondulação de sul e vento nordeste é a condição clássica da praia da Vila.

Foram mais três dias de vento sul variando de intensidade, com swell passando “por fora” das praias.

Na madrugada de sexta para sábado, senti que o vento variou novamente para nordeste, era um vento quente para os padrões de inverno.Era dia para a praia da Vila.A 7:10 , zerada , saiu do armário.

 

Sábado, 28 de julho foi épico.Ondas grandes , canal pelo joelho, liso e com bom período entre as séries. Um visual fantástico, que só a Vila proporciona.Era dia de big surf. Aqueles que não se sentiam a vontade com ondas grandes , deram inúmeras justificativas e buscaram outros picos.

 

 

A minha prancha não era das maiores, só se visualizava guns e semi guns no outside. A Vila é um dos poucos picos do Brasil que se proporciona tais condições. Na beira da praia colocando o “long” e alguns veteranos diziam: “ O Maracãna do surf ta funcionando”.   As direitas se andava para frente e  colocava-se no canal. As esquerdas andavam para o meio da praia. Longas paredes para serem trabalhadas e ótimos drops.

quiver

 

Muitos amigos no pico e muitas ondas surfadas.Nos intervalos foram feitos o registro deste dia mágico , 28-07-2012. Até a próxima,Mauro.

 

big rider feminino .

 

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CORPUS CHRISTI – SURF

CORPUS CHRISTI – SURF

Essa matéria faz a cobertura dos seis dias em torno do feriado de “corpus christi”. Época excelente de ondas , mas com problemas oriundos dos conflitos com os pescadores pois dentro do período do chamado período da pesca da tainha.Nos anos anteriores o peixe passou  “por fora” e os cardumes foram vistos apenas em Florianópolis. Imbituba e Garopaba  ao contrário dos anos anteriores, esse ano, a pesca foi favorável o que incentivou o aparecimento de muitos pescadores. Na praia do Rosa o canto norte estava liberado como o meio da praia. O canto sul ficava restrito ao tamanho das ondas.Com grandes ondulações estaria determinado que o surf ficaria liberado. Nesse período o vento sul é predominante. No período do feriado havia previsão de boa ondulação de sul, portanto , haveria boas chances de conflito.

 

O vento sul foi tão forte que entrou na baia no meio da praia. A temperatura baixou bastante. A movimentação era grande , muita gente na praia, muitas pessoas nas pousadas. Todos esperando as boas ondas.Os pescadores  colocaram um barco na areia do canto sul do Rosa para intimidar os surfistas. O surf se concentrou no meio da praia e no canto norte com vento contra.

Depois do primeiro impacto, alguma influência de leste começou a rolar. Os surfistas começaram a se posicionar no meio da praia e no B.Hills. O barco foi retirado , pois os pescadores foram olhar o jogo do Brasil contra a Argentina.Alguns  entraram no canto sul , eu inclusive.Bons momentos foram registrados e boas ondas surfadas.

Mesmo fora da área , os pescadores ficaram sabendo do surf   no canto sul. No próximo dia os donos dos bares divulgaram que estava liberado o surf. Depois que alguns  surfistas  surgiram no outside gerou o confronto. Aqueles que obedeceram ao pedido de sair do mar , foram agredidos, tiveram pranchas e carros danificados.Um vandalismo. Não pescaram pois não havia condição para tal.

Nesse meio tempo o vento para. A praia da Vila fica em condições fantásticas, praia liberada ao surf.Esquerdas grandes e longas. Água com boa temperatura e canal aberto. O dia inteiro de praia e surf. Muitas ondas surfadas e boas lembranças.     A Vila é uma das poucas praias do Brasil onde se mira pranchas grandes circulando na praia. Mais um feriado de “corpus christi” de boas ondas.

Até a próxima , Mauro.

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MAIO 2012 – SURF

O mês de maio proporcionou boas ondas em toda costa do sul do Brasil. As primeiras frentes frias conseguiram atingir a costa. Muitos picos quebraram, Joaquina, Silveira, Rosa e  Vila foram destaque. Nesse período a partir da 2ª quinzena começou o período da pesca da tainha, onde várias praias tem sido fechadas ao surf. As águas estavam com boa temperatura bastando um short manga curta ou longa dependendo do dia. Foram poucos os dias sem possibilidade de surf. Segue alguns registros deste mês de maio.O surf feminino mais uma vez foi destaque.Algumas fotos foram tiradas nas primeiras horas da manha, com sol de frente o que prejudica um pouco a qualidade das fotos, mas com boas ondas quebrando.Até a próxima ,Mauro.

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SEMANA DE TURISMO 2012

 

A denominação “semana de turismo” é dado no Uruguay para a semana de páscoa, no qual é concedido feriado para toda a semana nesse período.No Brasil, fica restrito a 3 ou 4 dias de feriado conforme a atividade de cada um.A cada ano o fluxo de uruguaios e argentinos  na costa catarinense aumenta , chegando ao ponto de nos dias da semana antes do feriado para os brasileiros ser o “español” a língua mais falada no outside.

Consegui me liberar na terça feira 03/04 e fiquei até segunda 09/04. Na terça feira havia boas ondas e o primeiro pico a ser conferido foi a Malvina, depois direto ao Rosa. Chegando já no final de tarde no Rosa Norte já com pouca iluminação, as ondas quebravam com boa formação.

 

R.Norte , final de tarde, quase sem luz.

Malvina

Havia um grande número de paiperos hospedado na Vale Verde . O tradicional  jantar entre brasileiros e os “hermanos” se realizou com grande sucesso.

"lounge"

As ondas quebravam com melhor formação na frente do pico do B.Hills. Na quinta feira começaram a chegar os brasileiros. Muitas festas estavam agendadas.Muita gente bonita estava presente tanto na beira da praia como no “pró-night”.

 

Praia da Vila.

Na morada do Paipo Brasil foi montado o “lounge” para abrigar os amigos e amigas com o famoso “churrasco de salmão” e a costela  tipo “janela”. O primo era o “barman”. O lounge era o aquece para o “Beleza Pura” e para os mais festeiros “Pico da Tribo” nas altas horas da manha.

 

B.Hills.

Foram dias incríveis ao lado dos amigos e amigas em que o surf era o tema central. Surf trips foram agendadas, pranchas foram encomendadas e amigos foram feitos. Alguns se perderam nas festas e  poucas vezes vistos no mar.  A praia da Vila foi uma boa opção de surf e estavam presentes  alguns representantes do grupo dos Surfsauros.

 

Final de tarde.

 

O ponto que deve ser registrado era a quantidade e beleza das mulheres gaúchas que invadiram as praias de Garopaba e Imbituba. O sol foi predominando, algusn momentos de tempo nublado e água quente todos os dias.O surf feminino estave em grande número representado.

Mais uma semana de turismo com boas lembranças e saldo positivo. Até a próxima,Mauro.

Rosa Norte já sem luz.

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TRIP PAIPO PERU 2012

O Peru é um pais  que sempre me trouxe boas lembranças. Esta nova trip foi organizada com antecedência e aconteceu na segunda quinzena de fevereiro. Uma  viagem de surf fica marcada pelos detalhes. A TACA  havia aberto três vôos semanais direto de Porto a Lima.Infelizmente o mês de fevereiro não havia mais vagas , mesmo com vários meses de antecedência. Tive que fazer escala  em São Paulo. Impressionou o estado de conservação do aeroporto de Guarulhos.

Visão de Punta Rocas do quarto.

 

O meu primo Luiz Fernando me acompanhou.A família tava reunida. A hospedagem em Punta Hermosa  foi no LUISFER SURF CAMP.Todos os quartos da pousada tem nomes de praias da região.Tive o privilégio de ficar hospedado no “Punta Rocas”. O quiver que levei forma três pranchas DHD, 7:6, 7:3 e 7:2. Sofreram danos durante o vôo.

 

Señoritas

 

Punta Hermosa

 

Cordilheira dos Andes com picos nevados , visão do avião .

Na chegada a Lima nas primeiras horas da manha chamava a atenção a bela paisagem do bairro de Miraflores . A capital se notava progresso em comparação a última visita.Fomos resgatados pelo “Eduardo” que há muito tempo trabalha na pousada. Não parava de dizer : “no passa nada” e “tranquillo”. No caminho a Punta Hermosa , se notava que havia um surf pois havia surf nos picos de Lima.

quarto da pousada .

Amanhecendo em Punta Rocas.

 

La Isla não quebrava nas melhores condições, Punta Rocas foi o destino. A camionete da pousada estava locada , ficaria disponível somente para depois de três dias.A reserva foi feita. Se pegou um tuc-tuc por 1 sol e fomo direto ao pico. As direitas quebravam até o canal e as esquerdas se perdiam em direção a Kontiki.

 

Kontiki

trip Pepinos.

O primo ficou impressionado com o visual da praia e  qualidade da onda. Mesmo sendo sua primeira vez no Peru se sentiu bem a vontade na onda. Existe uma placa na beira de Punta Rocas que dizia o seguinte : “lãs olas mas constantes del mundo”.Afirmativa verdadeira, parece uma máquina, dificilmente não tem onda. O fundo é todo de pedra, foi tirada foto. Sinistro para quem vê as imagens.

foto P.Rocas , trip Tiago.

A água para espanto geral estava muito clara e quente , sendo desnecessário o uso de long. Resultado das variações La Nina e El Nino. Mas as ondas não pararam. Señoritas e suas esquerdas foram buscadas. A melhor opção para fugir das pedras era pelo meio da praia entre Caballeros. A dificuldade é para voltar se não voltar carro , pois o tuc tuc as vezes demora a aparecer no final de tarde.

 

placa da beira da praia.

vista aérea da costa.

Na pousada havia muitos brasileiros, que se separavam por regiões e não por nomes, existia o grupo de gaúchos , paulistas, cariocas, catarinas e  assim por diante. A trip para Pepinos foi agendada com o Eduardo se juntaram  a nós alguns amigos paulistas e cariocas. Distante cerca de uma hora e meia de Punta Hemosa, o acesso era depois de uma ponte sem qualquer placa ou sinalização. Esquerda que quebra em linha, se entra e sai da  praia pelas pedras. Essa é uma pequena região onde os locais usam para agricultura face a saída de um pequeno rio nas redondezas.A van ficava em cima do penhasco e se descia até a praia a pé em meio pedras tipo “cascalho”.O uso de chinelo foi fundamental.

foto do fundo de Punta Rocas.

Primo .

 

Quando fomos  para o outside já havia 4 peruanos no pico.Sem qualquer incidente, surf entre amigos, esquerdas e esquerdas.Os peruanos ficaram surpresos de sermos do sul do Brasil , próximos a Uruguay e Argentina.Os problemas foram na saída, muitos ouriços , tive muita dificuldade. A botinha é um equipamento muito importante para se surfar essa onda.

 

Tarcisio, P.Rocas.

rodovia Panamericana.

última onda do dia.

Nesse período já estava de posse da camionete Toyota 4X4 o que facilitava muito os deslocamentos. E proporcionava 3 sessões diárias de surf. Punta Rocas era monitorada muitas vezes ao dia. Nessa praia o local onde nos abrigávamos era o bar do “Richard” . Sempre com um “Inka Cola”gelada ou uma “Cusqueña”. Tivemos um tratamento todo especial que nos fez sentirmos em casa.

 

Señoritas com as pedras expostas.

 

a da esquerda era brasileira.

Existe um pico que foi conferido chamado “Arica”, situado na localidade de Lurin. Uma onda que serve de opção quando o mar não esta com swell grande , sempre quebra bem na beira da praia, muitos gostaram da praia pois boa parte era formada por “beach breack”.Cerro Azul é outro local que chama atenção pela beleza e qualidade da onda.

trilha do cliff ao mar , Punta Rocas.

La Isla.

série que entra a cada meia hora.

A noite do Peru tem suas opções , em Lima o bairro de Miraflores tem vários bares, boates e restaurantes que podem ser conferidos.Em Punta Hermosa o pico era o “EL Dragon”, que funcionava no incio com música ao vivo típica do país e depois música eletrônica. Neste local ao final todos ganhavam um lata de metal com o logotipo do lugar, muitos brasileiros disputavam tal lata para guardar  objetos ilícitos. O valor da entrada era 30 soles.

 

Pepinos.

7:2

Estacionamento Señoritas.

Outro roteiro que não deve ser perdido é a ida ao chamado “Mercado Inca”, situado em Lima, onde se pode comprar todo o tipo de artesanato e roupas com preços muitos . Os vendedores sempre concedem algum “regalo”. Nas proximidades de Punta Hermosa se pode conhecer as ruínas de “Pachacamac”, onde se encontra vestígios de civilizações datadas antes de cristo.

Beira da praia de Cerro Azul.

Pepinos.

O meu primo Luiz Fernando chamou atenção pela vontade de surfar as melhores ondas.Em Pepinos me lembro dos cariocas pedindo para tirar a pilha dele , pois não estava sobrando onda. Esse espírito contagia e fez todos buscarem um bom surf. Fora do mar interagiu com todos e fez grandes amizades. Ficou marcado o grande “porre” antes de ir ao “El Dragon”. O Tarcisio , catarinense de nascimento e morador do Estado de SP, sempre estava junto nas trips, sempre com bom astral ao lado da sua esposa Analu.

 

Lurin .

Primo.

Miraflores.

As vezes surfar certos locais ondas com bom tamanho com surfistas capacitados é  melhor do que surfar ondas onde existem surfistas não tão capacitados. Nestas condições podem ocasionar acidentes . Conheci um grupo  quatro  ingleses em Caballeros, que se mostraram simpáticos por    conseguirem comigo interagir em seu idioma, nenhum falavam o espanhol. Brincava com eles que as “Malvinas eram Argentinas”. O mesmo grupo encontrei num domingo em Punta Rocas, as séries eram demoradas, tinham no máximo 1 m, fiquei posicionado no outside sozinho , esperando uma onda que entrava somente de meia em meia hora, com 1,5 m . Estava ali posicionado para só pegar essa onda. Na primeira onda vim surfando lá de fora, quando cheguei no inside o inglês entrou no meio da onda e caiu na minha frente. Na próxima onda outro inglês do mesmo grupo ficou com medo e jogou a prancha na minha frente.Depois do dois incidentes fui conferir a minha prancha e estava com um buraco no lado e no fundo. Fui obrigado diplomaticamente a pedir mudança no comportamento britânico.

 

Señoritas.

O meu amigo Tiago Cardoso embarcou no dia que eu estava voltando, mas pelas fotos que recebi as ondas continuaram a rolar. O Peru não resta dúvida, é um lugar de boas ondas e constante.Os peruanos são tranqüilos, os problemas quando aparecem são provocados por brasileiros que muitas vezes tem um comportamento reprovável.

Cerro Azul.

Outras vezes os problemas ou acidentes ocorrem na variação da maré, onde as pedras afloram e o encontro com as mesmas é inevitável.O surfista local muitas vezes evitam alguns horário ou certa parte da onda pois sabe o risco que corre. Eu e outros brasileiros naquela fome natural de fazer toda a linha da onda pagamos o preço. Fazer toda a linha da onda em Señoritas nesta condição é arriscado, como pegar a esquerda de Punta Rocas até o final nessa variação. Minha 7:2 foi fraturada no fundo tentando ir até o final em Punta Rocas, foi o preço a pagar, mas a onda valeu cada centímetro.

 

Ruina próxima a entrada de Pepinos.

Primo.

Lurin .

retorno.

A trip ao lado do primo foi inesquecível, muitas ondas e boas lembranças.Muitos amigos que na última hora “puxaram o bico” viram as fotos e estão querendo participar da próxima ida ao Peru.Esse é um país que recomendo e sempre volto para surfar.Até a próxima,Mauro.

 

Primo em Punta Rocas.

por do sol no mar.

 

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SURF – JANEIRO 2012

 

Janeiro, época de verão em tese seria período de poucas ondas no litoral do sul do Brasil. Ao contrário de tal afirmativa o primeiro mês deste ano foi recheado de boas ondas. Depois de um ou dois dias de vento sul  no terceiro dia o mar quebrava com boas condições  , essa condição ficava entre 2   ou três dias , depois virava para vento nordeste, que imediatamente rolava as ondas nos picos de norte. Teve dias sem vento em que rolou  tanto nos praias de norte como de sul. Depois de 3 a 4 dias de vento nordeste com ondas rolando , 2 dias sem ondas e vento sul novamente e o ciclo das ondas rolava mais uma vez. No mesmo mês esta situação ocorreu durante todo mês.

 

A região da matéria fica entre Imbituba e Garopaba, que na minha opinião é a das mais constantes do sul do Brasil. Rosa Sul, Vila , Rosa Norte e Portinho foram os destaques. Em alguns dias , sem vento, todos esses picos rolaram ao mesmo tempo.Algumas fotos do dia repassada aos amigos, tendo alguns questionado o porque várias ondas quebravam solitárias. A resposta é simples , poucos surfistas nas primeiras horas da manha.

 

A época de verão é sinônimo de crowd nas praias, entretanto, todos dias sem exceção, até as 11 horas da manha era fácil o trânsito nas praias como no outside. Muita gente tem se afundado no “pro-night”. O surf como sempre aprendi é nas primeiras horas da manha. O maior contingente da área era de catarinenses e gaúchos, seguidos por argentinos, paulistas e um contingente pequeno de cariocas e paranaenses.

100 % nacional .

sem palavras, esquerda do canal.

momento mágico.

 

A região além das boas ondas , faz parte do surf competição a nível  nacional e internacional. Vários títulos foram aqui decididos. Campeões mundiais venceram etapas ou ganharam seus títulos na área.História viva registrada nas paredes de bares, restaurante e hotéis.

história viva do surf da região.

 

 

O surf alavancou  a região , Garopaba anteriormente uma pequena vila de pescadores, hoje respira o surf . Imbituba que no passado era  feia e poluída pelo embarque de carvão no porto, hoje inexistente . Um dos poucos locais no Brasil onde se pode falar em surf de ondas grandes e se ver na praia guns e semi guns. As cidades hoje dependem do surf e o esporte movimenta as suas economias.

 

 

 

No Rosa Sul chamou a atenção mais uma vez a minha onda preferida a chamada “esquerda do canal”. Foram vários registros entre uma onda e outra. A Vila chamava atenção pelo alto nível dos surfistas , com poucos principiantes como nas outras praias.O Rosa Norte se destacou pela constância , sempre tendo alguma onda, sem falar nas boas ondas fora do mar , B.Hills sempre florido.

 

A temperatura da água  era em média ideal para um short manga curta, menos que isso ficava um pouco frio para os padrões nacionais. Mas se via de tudo no mar , desde long 3:2 a surf no “pelo”.

 

Muitos amigos foram encontrados , alguns foram conhecidos, mas sempre com um tema principal : “surf”. Até um campeonato para surfistas de “Brasília” foi realizado, com total integração com a galera local.

 

direita do canal.

Janeiro de 2012 será um mês para não ser esquecido. Muitas ondas deixaram de serem surfadas, sobraram. Alguns se perderam em outras atividades outros foram buscar ondas menores no Ouvidor, Siriu,Gamboa, em frente a Gelomel ……. Ninguém pode se queixar, quebraram altas.

 

o surfista buscando a série.

ao lado da morada do Paipo.

 

 

Dentro deste contexto havia uma questão pessoal. Depois da segunda quinzena de fevereiro tenho mais uma surf trip ao Peru ao lado do meu primo mais novo e seria importante um bom treinamento para o desafio da busca das ondas grandes um bom mês de janeiro . Em anos anteriores foi bem complicado pois o embarque foi as vésperas de mares de ondas pequenas ou flat. Janeiro de 2012 mostrou suas garras e não decepcionou , mesmo contrariando todas as expectativas.

 

 

 

Foi um mês de altas ondas , bons momentos e ótimas lembranças.Como diria meu amigo e shaper J.B.Good: “puravida”.Até a próxima,Mauro.

 

 

 

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PORTINHO – SURF 2012

Visão das ondas a partir do mirante.

A praia do Porto em Imbituba, chamado por alguns como Portinho, quebrou com boas condições nos primeiros dias de 2012. Estas ondas correm o risco de serem extintas em função da ampliação do porto. Imbituba é famosa por suas belas praias de ondas perfeitas para o surf e pelo porto um dos mais importantes do sul do Brasil.

 

Destroços do navio naufragado.

Na praia do Porto do século XVIII até o ano de 1973, amparou a instalação da IV Armação da Pesca da Baleia do Brasil. Os mamíferos eram caçados em alto mar e rebocados até a praia. A Praia do Porto permite a formação de ondas ao lado dos destroços de um navio encalhado há cerca de 16 anos, oferecendo aos visitantes um colorido especial a sua paisagem.O canal é pelos lado dos molhes existentes no meio da praia, que suga o surfista ao outside.

Perfeição.

 

Série próxima do navio.

O pico quebra em boas condições nos dias de grandes ondulações principalmente de sul.Quanto mais próximo ao navio a onda tem um maior tamanho , diminuindo quando da proximidade dos molhes.  Esquerdas longas e com sessões tubulares são a marca registrada do “Portinho”. Nos dias de boas ondas o visual do mirante , em cima do “cliff” é fantástico. Alguns amigos uruguaios diziam que algumas fotos lembravam La Aguada, principalmente aquelas que apareciam as pedras do porto ao fundo. São duas ondas que me agradam , mas são diferentes tipos de ondas, entretanto, algumas fotos lembram sim.

O navio ao fundo prestes a entrar no Porto.

 

Lembrança de "La Aguada".

Essa matéria visa mostrar a intensidade das ondas que rolaram já nos primeiros dias deste ano. Um surf ao lado dos amigos e alguns locais. Surfei muitas ondas neste dia, saindo do mar exaurido, mas feliz da vida pelo momentos vividos. Como dizem alguns : “ um bom dia de surf não tem preço”. Até a próxima,Mauro.

Aquecimento.

Manobra inside.

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