TRIP PAIPO PERU 2013

 

Essa foi a segunda trip oficial do Paipo ao Peru. O Peru sempre foi um país fascinante não só pelas ondas como pela sua rica cultura. Minha primeira vez foi em 1993 e me fez retornar em várias oportunidades.  Em 2012 foi a primeira vez que a trip foi organizada pelo Paipo.  Muitas histórias e boas ondas surfadas nos deram confiança para novos desafios para 2013. Em fevereiro desta ano comecei novas tratativas  para retornar ao pais, muito amigos se mostraram dispostos   na busca pelas ondas grandes. No verão no Brasil é complicado tentar buscar reunir um grupo de amigos , no entanto, em março consegui reunir um grupo grande para desfrutar um churrasco na minha casa e convidar a todos a participarem .

 

Todas a vezes que fui ao Peru os meses de dezembro a março eram os meses escolhidos em função de meus compromissos profissionais. As tratativas vinhas sendo debatidas na beira da praia, dentro do judiciário e nos eventos sociais.Mas foi no churrasco que ofereci , regado a muita picanha e Heineken que se conseguiu fechar a “operação”. Na sua maioria profissionais liberais e surfistas de alma.O grupo formado foi o seguinte :

 

faltou gente na foto.

                  1 – Mauro Pacheco Escobar – advogado.

                  2 – Luis Fernando Pacheco (primo) – cirurgião.

                  3 – Marcelo Abbud – advogado.

                  4 – Ridan Dinga – advogado e ex campeão gaúcho de surf.

                  5 – Victor Adams – advogado

                  6 – Marcel Kunrath – cirurgião.

                  7 – Luciano de Bortoli –“personal treiner”.

                  8 – Renato Brack – representante comercial.

                  9 – Roberto Coin – shaper.

                  10 – Fernando Fernandez – empresário.

                  11- Jeferson Nunes – fotógrafo.

 

Em um grupo grande como este foi complicado montar as datas para que todos tivessem juntos e fosse adequado a profissão de cada um . As datas escolhidas sempre buscaram aproveitar os dias do feriado de páscoa para poder ficar o maior número de dias. Como não se conseguiu que todos fossem e voltassem na mesma data se montou operações em que ocorreram 3 datas de embarque e retorno , desta forma houve período em que todos estavam junto.

 

O final de março e inicio de abril marca a entrada das grande ondulações na costa peruana. Pranchas , capas e roupas adequadas ,  foram buscados. A Taca oferece vôo direto desde Porto Alegre , sem fazer conexões tanto em São Paulo ou Rio de Janeiro, o que ajudou muito. Essa opção ajudou muito aos gaúchos. Luciano como mora em Florianópolis teve que fazer uma escala a mais , vindo a Porto Alegre.  

 

A região de Punta Hermosa foi a escolhida e a pousada do “Luisfer” a base escolhida. Alugamos dois carros Toyota Corolla para os deslocamentos. O complicador era que eram carros com câmbio automático o que nem todos estavam acostumados. No primeiro dia de surf já sofremos um baixa. Fernando em “Puerto Viejo” tomou alguns pontos na cabeça o que o impossibilitou seu surf até o final da trip. O Roberto e o Jeferson iriam passar apenas alguns dias com o resto do grupo pois logo iriam a Machu Pichu e ao Norte do Peru.

 

Cheguei dois dias depois do primeiro grupo e fomos direto a Punta Rocas, quebrava uns 8 pés e entrava uma série a cada meia hora  maior. Todos buscavam a direita que ficava ao lado do canal. Preferi a esquerda, depois de pegar a primeira não houve a segunda pois entrou uma série gigante que me levou as pedras, sufoco total já na primeira queda. Foi bom isso acontecer para não ter tanta auto confiança e respeitar certos limites.

o preço a ser pago em point breack.

 

 

Levei 3 pranchas 7:10, 7:6 e 7:2, long 3:2, 2:2 manga curta e short manga curta e longa 2:2. A 7:6 e long manga curta foi o que mais usei. Não tive problema com as pranchas pois me esmerei na embalagem e nenhuma quebrou na chegada. No Peru o que mais se quebra não são as pranchas , são as quilhas. Um bom jogo de quilhas é importante pois os picos são na sua maioria fundo de pedras. Señoritas sempre foi a campeão de perda de quilhas. Em comparação aos preços do Brasil no Peru as quilhas são mais baratas em seu custo. Muitas surf shops na região abasteciam as necessidades com material de boa qualidade.

 

javanezzzzzzzzz

 

A trip não se resumiu somente ao surf, foram visitados locais históricos e a rica cultura local foi absorvida por todos.A cerveja peruana foi consumida em grande quantidade em cada final de tarde por parte do grupo.  O por do sol no Pacífico era momento de grande beleza e satisfação por todos. Inesquecível foi a visão da Cordilheira dos Andes vista do avião com seus picos nevados,  momento de rara beleza.O povo peruano é muito acolhedor e recebe muito bem. O ponto negativo mais uma vez eram alguns brasileiros que se achavam superiores e se comportavam com muita “marra”.

Essa trip foi marcada pela inexistência do nome “flat”, pois todos os dias tinham onda. O peruano que aluguei o carro me dizia : “Mauro até dezembro, todos os dias tem onda”. Punta Rocas é um pico fantástico, muito regular e sempre com onda. No local quando se sai do mar tem uma placa da Billabong que diz o seguinte : “Punta Rocas ola mas constante del mundo”. É verdade. Pegamos ondas longas e pesadas no pico. Cada um sabe seu limite e o pico não é para qualquer um. Teve dias que passei mais de 3 horas no pico e peguei 2 ou 3 ondas, mas feliz da vida. Pegar uma esquerda grande, longa  e parar em Kontiki  , não tem preço.Señoritas é uma boa esquerda cercada de pedras e é o pico mais surfado pelos locais.

 

Muitas vezes o grupo desejava fazer um surf mais confortável, Puerto Viejo e suas esquerdas não havia pico melhor.Um pico no meio do deserto com algumas barracas de comércio onde se caminhava 400 m do estacionamento  até o mar , sob uma areia quente e vulcânica.Meu último dia no Peru foi com o Marcelo e o Victor nesse pico. Estava fantástico , surfamos por horas sozinhos. Uma esquerda de tamanho médio, mas longa e sem fechar. Se entra pela esquerda do pico ao lado de uma pedra gigante, o chão tem uma mistura de algas, areia e no fundo provavelmente uma  lage. A ondulação bate na tal “pedra” e vem escorrendo até a areia.

Outro pico que foi muito bem vindo foi Cerro Azul. Um balneário de rara beleza onde na ponta da baia existe uma formação rochosa que lembra uma águia esculpida. Uma esquerda que não quebra muito grande , mas muito longa , rola da pedra da águia até um píer. Para quebrar tem que haver um swell muito grande em Punta Rocas. Nessa trip fomos 2 vezes ao pico, na primeira a onda estava muito pequena e voltamos para Punta Hermosa para surfar .Na segunda vez a onda parecia um quadro. Em 1994 tinha surfado o pico em boas condições   e agora novamente. As vezes o surfista tem uma visão que não sai da cabeça. E não foi onda minha foi uma onda do Abbud em que fez o drop ao lado da “águia” e terminou nos pilares do píer, fantástico. A comida no local é muito boa, os nativos sabem fazer a linha da onda. Os menos experiente não conseguem ir até o final pois não sabe trabalhar a onda, ela não fecha, muitos cutbacks . Muita gente bonita se vê nas areias.

 

Em toda a trip se busca um “secret”, as vezes se consegue as vezes não. Nas proximidades de El Silêncio foi “achado” um pico na ponta de uma baia , onde para se chegar no outside se fazia uma remada de uns 600 m ou mais. Uma onda muito parecida com Punta Rocas, mas um pouco menor. A dificuldade era a chegado no pico. Uma vez aluguei um barco para o esforço ficar resumido ao surf. Só nossa trip surfava no pico, a esquerda que peguei no outside , vendo todos os amigos na caixa baixa torcendo por mim não tem preço. Nesse pico o destaque foram o Luciano , Renatinho e o Dinga que não “caia” das ondas. Uma bela onda, mérito do Abbud pela descoberta.

Pepinos foi um local buscado e surfado. O pico é sinistro. Foi pela primeira vez que eu tive que conduzir até o pico sem guia. Complicado , não tem placas ou indicações.Fica no meio de uma plantação próximo a boca de um rio. Não tem areia, se entra e se sai pelas pedras. Nesse dia a onda estava bem “oca” e “rasa”. O carro fica no topo de um clif e se desce no meio de pedras tipo cascalho. Botinha é um recurso importante no pico. Vi os amigos pegarem tubos na minha cara.Mais uma vez nesse pico peguei “ouriços” e a pranchas ficou “machucada” nas pedras.

Dinga

Roberto e Jeferson estenderam a trip , foram a cordilheira, Pacasmaio e  Chicama.

 

Uma grande trip, sem “flat”, surf todos os dias com grandes amigos. Que na próxima os amigos Uruguay se juntem a trip.Até a próxima,Mauro.

 

baixa do 1º dia.

 

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12 respostas a TRIP PAIPO PERU 2013

  1. mauro disse:

    Cristiano Bion Loro – Alucinante a trip!

  2. mauro disse:

    Dario Brandão Bestetti – Show !

  3. mauro disse:

    Marcelo Abbud Muito Boa a matéria Maurão…

  4. mauro disse:

    Renato Brack

    Esperando a próxima…

    Boa Matéria Maurao.!

    Aloha

  5. mauro disse:

    Marcelo Rosito Muito bom

  6. mauro disse:

    Julio Cesar Martins – altas…

  7. Tiago CArdoso disse:

    Relato da surf trip, mais que completo. Tá muito boa a matéria Maurão!

  8. mauro disse:

    José Fernando Fernandez – Muito boa a materia Maurao!! conseguiu transmitir todo feeling que sentimos la!!

  9. 9.2 disse:

    Amigos, olas y cerveza.
    Grande surftrip Mauro!

  10. mauro disse:

    Analu Bittencourt – muito boa Mauro Pacheco Escobar,saudades de lá…

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